Combate à corrupção

20/08/2010

O Ministério Público segue na luta incessante contra a improbidade administrativa.

Em Rio Grande da Serra, conforme levantamento feito recentemente, para servir de base ao I Congresso do Patrimônio Público e Social do Ministério Público do Estado de São Paulo, que está acontecendo até o dia 21 de agosto de 2010, na capital, com tema “A efetividade da Lei de Improbidade Administrativa – 18 anos da Lei nº 8.429/92″, foi observado que desde a instalação do Fórum de Rio Grande da Serra, foram instaurados  pelo Ministério Público 14 inquéritos civis sobre improbidade administrativa, sendo que já foram propostas 5 ações civis públicas (entre dezembro de 2008 e julho de 2010). São 9 pessoas processadas por improbidade, sendo que 8 delas tiveram seus bens decretados indisponíveis. No total, o Ministério Público de Rio Grande pretende ver de volta ao erário R$ 5.915.997,81.

Atualmente a Promotoria está quase interiramente empenhada em uma única investigação, com o apoio dos Promotores de Justiça que compõe a Força Tarefa, a respeito de contratos celebrados entre o Município e empresas do ramo de serviços médicos entre 2005 e 2010.

Mas, para continuar esta luta, é fundamental que a população denuncie as irregularidades. Colabore. Acesse o e-mail ou mande comentários.

Veja a publicação de hoje no site oficial do Minsitério Público do Estado de São Paulo:

“Atuação do MP-SP é responsável por metade das condenações por improbidade no País

O Ministério Público do Estado de São Paulo é o responsável por quase metade das condenações judiciais por ato de improbidade administrativa registradas no Cadastro Nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Esse número foi revelado na noite dessa quarta-feira (18) pelo procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo, Fernando Grella Vieira, na abertura solene do I Congresso de Patrimônio Público e Social do Ministério Público paulista. O evento, realizado no Hotel Intercontinental, debate até o próximo sábado a efetividade da Lei de Improbidade Administrativa, que completa 18 anos de vigência.
 
Ao abordar a atuação do Ministério Público do Estado de São Paulo no combate à improbidade administrativa, em especial a corrupção, Fernando Grella lembrou que, entre 1992 e 2009, somente a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital ajuizou 764 ações de improbidade administrativa. Nessas ações, destacou, mais de R$ 34 bilhões estão sendo questionados para recuperação. E quase R$ 6 bilhões em valores e bens já foram bloqueados pela Justiça para o ressarcimento dos cofres públicos.
“Este congresso é um passo importantíssimo na direção do combate cada vez mais efetivo e mais eficaz à improbidade administrativa, em especial à corrupção”, destacou o procurador-geral.
 
A necessidade do aprimoramento dos mecanismos para se buscar a punição dos agentes públicos que praticam atos de improbidade administrativa também foi ressaltado pela procuradora de Justiça Eloisa de Sousa Arruda, diretora do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional – Escola Superior do Ministério Público, que em conjunto com a Procuradoria-Geral de Justiça promove o evento. “O Brasil ocupa o vergonhoso 75º lugar no ranking de percepção de corrupção, dividindo a posição com Colômbia, Peru e Suriname”, afirmou, citando dado da ONG Transparência Brasil.

Ela também enfatizou os efeitos econômicos e sociais sobre a sociedade causados pela corrupção. “Estudos demonstram que cada R$ 50 mil desviados do erário público representam a morte de uma criança”.

O presidente da Associação Paulista do Ministério Público, Washington Epaminondas Medeiros Barra, elogiou a promoção do Congresso: “É um evento extremamente importante para estudar e debater temas tão relevantes para a distribuição da Justiça”. 
 
Na palestra de abertura do congresso, o ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) afirmou que a Lei de Improbidade Administrativa representou um grande avanço, mas reconheceu a necessidade de seu aprimoramento. “A Lei trouxe grandes benefícios; ela é o código de ética da moralidade, mas ainda assim os mecanismos que ela oferece são insuficientes”, afirmou o ministro, elogiando, em seguida, a atuação do Ministério Público como operador daquela lei. 
 
Dipp ressaltou que, dos crimes antecedentes à lavagem de dinheiro, a corrupção é o que rende, superando, inclusive, o tráfico internacional de drogas, o tráfico de pessoas, a pirataria e o contrabando. O ministro do STJ defendeu mudanças legislativas para se permitir a responsabilização criminal de pessoas jurídicas envolvidas em atos de corrupção e a revisão do sistema recursal para agilizar o trânsito em julgado das sentenças judiciais, “respeitado o direito à ampla defesa”.
“Todo cidadão brasileiro tem direito à probidade do agente público na administração da coisa pública”, sentenciou o ministro ao encerrar sua exposição sobre “A probidade administrativa como direito fundamental”.
 
Para o subprocurador-geral de Justiça de Gestão, Márcio Fernando Elias Rosa, “o corrupto viola o regime democrático porque viola a igualdade e compromete o desenvolvimento”. Na última palestra da noite, Márcio Elias Rosa fez um retrospecto da corrupção no mundo, ao longo da História, para contextualizar o problema no Brasil, concluindo que “a corrupção não é resultante de nenhuma má formação moral do povo brasileiro”. Ele classificou a corrupção em “sistêmica”, “política” e “administrativa” e afirmou que o combate à prática “reclama a autonomia de órgãos de controle interno, a aplicação verdadeira do princípio de autotutela, o fomento aos Tribunais de contas, o fortalecimento das ouvidorias, a revisão das regras de sigilo bancário e fiscal, o respeito à autonomia do Ministério Público, a postura proativa de organizações não governamentais e a permanente renovação política”.
Cerca de 190 promotores de Justiça de São Paulo e de outros estados que atuam no combate à improbidade administrativa, além de outros operadores do Direito, participam do Congresso.”

Fonte: www.mp.sp.gov.br

3 Respostas para “Combate à corrupção”

  1. JOSE CLAUDIO PEREIRA SANTOS disse

    Boa tarde Dra. gostaria de parabenizar a senhora por todo o esforço feito por Rio Grande da Serra, uma profissional com o sua atitude faz com que olhemos o ministério público com bons olhos. Espero que Deus continue te dando forças para continuar seu brilhante trabalho.

  2. Lorenzo disse

    cara dra,
    vc tem que escrever mais. Suas opiniões são sempre muito coerentes. Uma pena que vc nao tem encontrado tempo pra isso :(

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